Esse tema bate em alguns conceitos estoicos ou mesmo zen que me agradam muito. Sobre essa efemeridade da vida e a falsa impressão de importância que criamos. Ao mesmo tempo que penso firmemente assim e que sei que o mundo simplesmente seguirá quando nós sumirmos daqui, o universo continuará, o tempo passará, haverá um novo verão e um novo invernio e assim por diante, gosto de pensar que existe algo mais poético e interessante nessa passagem fugaz.
Acho que existe sim uma "impressão digital", um impacto específico que geramos com nossos atos e nossa arte, nossa existência, algumas pessoas marcam o mundo e são lembradas por mais tempo, as vezes mesmo que não lembradas de fato, pense quão importante foi alguém descobrir uma coisa X lá em 1700, sei lá, mesmo não sabendo quem é, até hoje perpetuamos sua contribuição para essa realidade. Da uma sensação de ter valido alguma coisa. Mas claro que é exigência absurda esperar que todo ser humano contribua com algo. Nem é meu intuito, eu só penso em mim mesmo, egoisticamente, eu espero experimentar o mundo com o melhor que eu puder, e automaticamente, passando meus aprendizados da melhor forma que eu puder.
Ótimo tema, amigo.